Opinião: primeiro trimestre de 2020 com aumento de postos vazios de emprego devido a pandemia

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*Este texto não representa a opinião do portal WI Empregos

O IBGE divulgou nas passadas semanas os dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) em relação ao desemprego no Brasil nos últimos 3 meses de 2020. De janeiro a março, o número de pessoas que deixaram os postos de trabalho: agora são 12, 9 milhões de pessoas.

A subida deve-se principalmente com a pandemia do novo Coronavírus, já que muitas empresas tiveram que “apertar o cinto” em relação aos seus caixas, com demissões e afastamentos, além das reduções de salário propostas e aceitas pelo governo federal, que arcaria com uma parte dos pagamentos. Com isso, sobem também a taxa de desemprego que foi para 11,9% e piora ainda mais para os desalentados, aqueles que perderam a esperança de uma recolocação no mercado de trabalho: são 4,8 milhões de profissionais.




Outro número aparece nessa pesquisa, sendo algo que vem se tornando comum com a crise dos últimos anos é a subutilização das pessoas: trabalhadores formados em algo, mas que por diversos motivos acabou que por prestar seus serviços em outra função: 24,4%.

Em entrevista ao portal de notícias G1, a analista Adriana Beringuy, a COVID-19 foi o principal componente para a alteração destes números:

“Todo o primeiro trimestre cresce o pessoal fora da força de trabalho. Há um componente sazonal que é muito importante e está presente na maior parte deste trimestre pesquisado. Tivemos 15 dias de afastamento social [em função da pandemia] e pode ser que tenha sim uma influência da pandemia, mas o trimestre é muito caracterizado por esse movimento sazonal de dispensa dos temporários”, disse.

Nos últimos meses, o auxílio emergencial foi a grande salvação para essas pessoas que passam por um momento de dificuldade, além de com o passar dos dias apareceram histórias de pessoas que com tanto custo tentam sustentar suas famílias e com a pandemia foi interrompido. A crise na política também foi tomando conta do cenário nacional e a solução para amenizar a situação foi ficando meio escanteada.




Os governos estaduais, no caso de São Paulo por exemplo, têm tomado a frente disso, anunciando, um possível relaxamento nos próximos dias dependendo de uma série de fatores como a diminuição do número de casos e mortes, dados esses que parece longe de ser alcançado. Aos trancos e barrancos, as coisas estão tentando se acertar, mas o custo disto tudo parece ser muito grande e está cansando muita gente e está se tornando para a grande maioria uma um beco sem saída e com uma pergunta ainda sem resposta: quando vai acabar? Quem sairá ileso disso?